(The Code 831)Era para ser uma daquelas histórias tipo "e foram felizes para sempre"
ou "amaram-se até ao último dos seus dias". Mas não foi. Acontece.
Não. Não se deixaram de amar. Foi pior.
Ela matou o amor.
Foi um escândalo. Quem diria?!
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Por vezes temos de matar o amor. É o nosso instinto de sobrevivência.
É o amor ou nós.
Foi levada a tribunal e de imediato absolvida. Pura legítima defesa.
Claro que teve de provar como esse amor a estava a envenenar, lenta e suavemente. Como a atacava de surpresa. Ela tinha a certeza de que ele possuia um qualquer mecanismo capaz de lhe controlar o pensamento, não a deixando pensar em absolutamente mais nada. Não lhe saciava a fome nem a sede que tinha dele, como numa tortura.
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Foi num fim de dia. Conseguiu por breves instantes olhar à sua volta e ver. E viu o que lhe estava a acontecer. Como num filme de suspense, pegou na primeira coisa com que se deparou e matou-o. De um só golpe. E fugiu sem olhar para trás, refugiando-se na protecção dos amigos. No dia seguinte entregou-se.
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Nunca descobriram a arma do crime.
Ela guardou-a de forma preciosa dentro dela. O seu amor próprio.
by Morgana 16.11.2007